Cris Dias, Blogueiro

http://www.choppersus.com/store/content/37/2007-Super-Fat-Chopper/
http://www.makezine.com/blog/archive/2007/01/homemade_choppe.html
http://raincitychoppers.net/home.htm
http://pic5.piczo.com/ChopperBicycles2006/
http://www.makezine.com/blog/archive/2006/12/snow_bike_kit.html
http://www.makezine.com/blog/archive/2006/12/homemade_beach.html
http://ziza.ru/2006/12/08/velochoppery_53_foto.html
http://mywilson.homestead.com/gallery0.html
http://bikerodnkustom3.homestead.com/gallery167.html
http://www.lowriderbike.com/bike_features/05winlrb_custom_chopper_bicycle_hells_belle/
The Nonacycle

transmissão:
http://www.ohgizmo.com/2007/02/26/shimano-introduces-an-automatic-transmission-for-bicycles/

Dkr4

Nem lembro direito como comecei a ler quadrinhos. Mas provavelmente foram com quadrinhos do Superman. Isto, sick mais ou menos na época em que começava a chegar no Brasil um ou outro pedaço da Mega-Série Crise Nas Infinitas Terras.

Lembro que naquela época, tudo era muito precário: As revistas chegavam nas bancas em ‘formatinho‘ (foi assim que acompanhei o John Byrne contando uma ‘nova origem’ para o Homem de Aço). Logo mais, também passei a ler quadrinhos do Batman, do Flash, do Nuclear (aka Firestorm) e também dos Novos Titãs. Não sei o motivo, mas nunca me atraíram os quadrinhos da Marvel que não fossem relacionados aos dos X-men: Wolverine, X-Factor, Excalibur, etc.

Lembro que levei quase um ano pra conseguir reunir todas as partes da série O Retorno do Cavaleiro das Trevas do Frank Miller. Tudo por culpa da distribuição que esquecia da existência deste pedaço do Brasil…

Acho até que foi muito mais por conta destes descasos com o consumidor, do que da falta de verba no meu bolso infanto-juvenil-adolescente que eu deixei de acompanhar algumas séries e Graphic Novels que eu “sabia” que seriam ‘históricas‘. Foi assim que deixei de ler (naquela época) Elektra: Assassina, Ronin, Spawn, etc.

Anos passaram e eu naturalmente terminei me distanciando das revistinhas e me desfazendo de parte da coleção que com tanto cuidado juntei. Droga! Me arrependo até hoje de ter vendido barato a minha cópia de “A Piada Mortal“.

Vez por outra, vejo notícias de como andam um ou outro daqueles Super Heróis que eu acompanhava.

E as notícias quase sempre são ‘bombásticas’ e/ou bem complicadas de entender ou acompanhar.

Exemplos?

  • Bane, um vilão novato, deixou o Batman paraplégico.
  • Barbara Gordon, filha do Comissário Gordon e também BatGirl tinha levado um tiro do Coringa e também tinha ficado numa cadeira de rodas, mas continuava combatendo o crime.
  • Dick Grayson, o Robin Original, já atuava como Asa Noturna quando um outro Robin (Jason Todd) foi assassinado pelo Coringa. Mas, o Batman/Bruce Wayne não podia ficar sem um escudeiro, então terminou surgindo um terceiro Robin, o Tim Drake.
  • Como se a história destes tantos Robins não já fosse enrolada o suficiente, o segundo Robin (Jason Todd) simplesmente voltou da morte pra se tornar um vilão.
  • A idéia de Crise nas Infinitas Terras era organizar a então bagunçada cronologia do universo da DC Comics. A proposta era eliminar o conceito de multi-universo e unificar em um só plano de existência todas as versões da Terra espalhadas pelo tal multi-universo. Nada de dimensões paralelas… Deu errado (é obvio) e outra Mega-Série algum tempo depois tentou resolver o problema ‘rebootando’ a cronologia uma segunda vez. O nome? Zero Hora.
  • Depois de tanta confusão e com as cronologias embaralhadas, não é de se estranhar que depois de um certo tempo mais uma mega-série apareça pra aparar as arestas deixadas pelas duas séries anteriores. Foi a vez de Crise Infinita (muito feliz este nome) chegar pra tentar (re)-alinhar tudo pela terceira vez. Acredito que não preciso dizer que depois de tudo isto eu já lí em algum lugar que na verdade o multi-universo não vai deixar de existir
  • No meio desta confusão toda, também soube que a SuperGirl também morreu, mas ‘voltou’ em várias versões.
    • Enfim… Não é mole não.

      Jokerkillingjoke

      De tão complicado, não dá nem muito tesão de voltar a acompanhar qualquer coisa. Felizmente, temos HEROES.

      Esta é uma das entrevistas, prescription que surgiram como conseqüência direta do meu Post sobre a Blogosfera (sic!) Brasileira e suas motivações.

      Meus primeiros contatos com O Velho (e com o seu site), pilule provavelmente foram por culpa de um amigo em comum, myocarditis logo nos meus primeiros contatos com a Internet. Sempre foi um cara ligado em tecnologia e também um bom interlocutor pra jogar conversa fora (mesmo que apenas por mail).

      Caparica:
      Quando você começou a "blogar", qual era a sua motivação?

      O Velho:
      Bem, segundo meus arquivos sei que antes de maio de 2001 eu já escrevia alguma coisa, só não me lembro exatamente do início.

      Acho que as motivações foram várias. Naquela época havia uma efervescência em torno dos jogos multiplayer, especialmente os FPS, que se manifestavam em alguns fóruns de discussão. Eu lembro de participar de um fórum específico, que agora me foge o nome, onde escrevia alguns "ensaios", procurando levar alguma reflexão e maturidade para ser discutida. Acho que esta vontade de escrever, e alguns "replies" de apoio que recebi no fórum foram uma motivação para a criação de um espaço independente. Somado a isso era a vontade de aprender e estudar as ferramentas que estavam surgindo na época de gerenciamento de conteúdo. Profissionalmente era um assunto que me interessava e tinha pertinência às minhas atividades. O NewsPro foi o primeiro gerenciador de conteúdo do velho e me ensinou muita coisa, não só de "programação" em Perl, configuração de servidores Web e tudo mais. Este conjunto de motivações – a vontade de escrever e discutir os games de forma séria e madura, aliada a vontade, até profissional, de conhecer os "truques" da publicação e gestão de conteúdo e servidores web, creio terem sido o "porque". Lembro também de um "modelo" ou "exemplo" daquela época, que muito me inspirou: O The KingMob Journal! Só lamento não me lembrar agora do nome do fórum mas se lembrar mais tarde eu mando outro email 🙂

      Lembrei, era UniNet.

      Caparica:
      Hoje em dia, quais são as suas motivações? Você faz um post novo com o mesmo intúito de compartilhar o conhecimento de antes, ou o objetivo é buscar o "Lucro" atraindo visitantes para o domínio?

      O Velho:
      Ai vai. "Senta que lá vem história"!

      Esta pergunta envolve aspectos pessoais e, até certo ponto, genéricos. Sob o ponto de vista pessoal, hoje tenho muito menos tempo disponível para garimpar notícias e postar no site/blog do que tinha há poucos anos atrás. O reflexo disso é que as notícias que eu curto mais postar – notícias trabalhadas com calma, profundamente pesquisadas e recheadas de links que a complementam – são cada vez mais raras. Hoje acordo as 5:30hs, todos os dias, e percorro sites já definidos como fontes primárias de matéria e condigo três ou quatro notas rápidas. Tenho dúvidas se estas notas rápidas são tão ruins assim, em relação às matérias mais trabalhadas, pois é possível que o público às prefira. Mas isso é outro papo. Além desse aspecto de tempo reduzido, tenho os recursos reduzidos. Hoje divido apenas um computador em casa com dois filhos e uma esposa, também ávidos usuários. Principalmente meu filho que tem no computador um elemento fundamental do seu curso de graduação em Ciência da Computação. Reconheço que não respondi sua pergunta sobre a motivação diretamente. Contudo, em minha opinião, creio que a explanação acima tem uma relação pelo menos ilustrativa com o tema da motivação.

      Especificamente falando sobre a motivação, posso afirmar de coração que existe um enorme prazer em ver que uma notícia publicada no site fez diferença para algum leitor. Seja agregando conhecimento, seja apontando uma ferramenta há muito desejada, ou mesmo promovendo a oportunidade do leitor em manifestar sua opinião sobre um determinado assunto, posso dizer que essa é minha maior motivação. Tenho a profunda convicção de que o melhor do site do velho não é o site em si, mas o conjunto de pessoas que se aglutinou em volta dele. Ler e trocar opiniões com essas pessoas sobre os diversos temas que permeiam o site é também uma forte motivação para mim.

      Entretanto, no cenário atual da Internet comercial tenho a clara visão de que o site (ou blog…) representa hoje para mim um patrimônio. Enfatizo "no cenário atual" pois amadurece este cenário renasce em um ciclo ainda caótico e muito pouco previsível. Não tomo por base nenhuma métrica aclamada nos meios para perceber que tenho em mãos um patrimônio, que é também um investimento de longo prazo. Tomo por base uma comparação bem pragmática e simples com outro patrimônio que possuo: um imóvel. Digamos que você tem um imóvel avaliado em 100K Reais. Na maioria das capitais brasileiras você poderia alugar esse imóvel a uma taxa entre 0.5% a 1.3% do valor deste imóvel, o que daria uma renda mensal de, digamos aqui, R$800,00, só para ficar na média. Seguindo o mesmo raciocínio, que reconheço poder ser falacioso, se um blog rende mensalmente cerca de R$800,00 mensais, é razoável dizer que ele representa um patrimônio também de cerca de R$100.000,00. Perceba que a razão entre valor do imóvel e aluguel é muito parecida com as taxas oferecidas por aplicações de baixo ou nenhum risco do mercado financeiro, o que reforça a minha tese. Isto posto, me parece obvio que seria uma tolice ignorar este aspecto em qualquer Blog, tendo em vista o "fenômeno da Cauda Longa", que entre outras coisas demonstra que sempre haverá um público para um Blog, por mais específico em matéria de nicho que ele seja.

      Não poderia ser diferente com o site do Velho. O que começou com uma tentativa de cobrir os custos do servidor, hoje tem essa visão, digamos, patrimonial. Afinal, diz o ditado que "o dinheiro não aceita desaforo". Entretanto, se eu considerasse apenas o aspecto financeiro eu iria partir para algo relacionado com "mulheres em poses ginecológicas" ou criar Blogs em inglês sobre temas relacionados com palavras de alto "payment rate" do Google Adsense ou estratégias escusas semelhantes (p.ex. http://www.wordcloudgenerator.com/).

      Resumindo, meu caro amigo Caparica, retornando a sua pergunta, acho que os motivos de compartilhar conhecimento e ter lucro não são necessariamente excludentes. Assim como ter lucro não representa necessariamente tornar-se um site desagradável, visualmente agressivo e hostil. Até porque, eu mesmo gosto de ver as melhores ofertas do Mercado Livre que desfilam pelo site, graças a um intricado sistema de anúncios que se renovam e selecionam automaticamente. Procuro postar no site anúncios que são relevantes aos visitantes. Que podem interessar ao publico do Velho. E, dessa forma, ser o menos agressivo possível.

      Bem, espero não ter me alongado em demasia, e atendido suas expectativas.

      Caparica:
      Como você encara a questão do uso desenfreado de técnicas de SEO (não é o seu caso, relaxe!) e o impacto negativo que isto pode ter na credibilidade de um Blog?

      O Velho:
      Caro,
      Não estou certo de entendi sua pergunta. Talvez você possa elaborá-la melhor…

      Caparica:
      Bom…
      Resumo rápido da Opera pra contextualizar, ok?

      Atualmente há uma "tendência" entre alguns blogueiros de se apelar para a prática desenfreada de SEO (Search Engine Optimization) pra conseguir atrair para os seus respectivos blogs a maior quantidade possível de visitantes.

      Nisto, muitos deixam de fazer Posts que seriam feitos "de coração" (risos), pra fazer posts que são praticamente "potes de mel". Sem conteúdo "real", apenas com iscas.

      Clareou?

      O Velho:
      Grande,
      Bem, eu continuo sem, talvez, perceber o ponto da questão pois sempre haverá blogs (sites de uma forma geral) "caça níqueis". Se isso é ético ou não, é outra conversa. Também não me sinto a vontade para julgar o que cada um faz com seu quinhão de espaço virtual. Entretanto, não creio que isso afeta a credibilidade de um site ou blog – estar bem colocado em uma ferramenta de busca.

      Vou dar um exemplo: Experimente pesquisar "pau-brasil" no Google. Você vai precisar paginar bastante para chegar à página de um Instituto de Pesquisas Brasileiro, que Instituto este que deveria ser o "Scientifi Information Provider" do pau-brasil na Internet. Entre os "Top 10" estão ONGs suspeitas, a Wikipédia (tendenciosamente algoritmizada pelo Google), hotéis e até marcenarias e madeireiras. O que quero dizer com isso é que não é a ferramenta de busca que traz credibilidade em si a um site e sim seu conteúdo, seu contexto e algumas outras características. No caso dos blogs, "Chegar" é um importante passo mas não é garantia de retorno ou aderência do visitante ao blog. O visitante precisa se identificar com site, em seus mais variados aspectos.

      Em minha opinião, o único impacto que técnicas de SEO podem ter é no desenvolvimento e aprimoramento de algoritmos de indexação em ferramentas de busca. Isso ainda precisa evoluir muito pois se os "Top 10" de uma ferramenta de busca chegaram lá, não por sua relevância, pertinência ou qualidade, mas pela artificialidade das técnicas de SEO, o problema é da ferramenta de busca.

      Caparica:
      Ok… Mas me surgiu uma dúvida. Por quê você considera "tendencioso" o verbete sobre Pau-Brasil na Wikipedia surgir entre os "Top10"? É que no meu modo de entender, levando em consideração a maneira como se dá a construção colaborativa dos conteúdos do Wikipedia, me parece fazer bastante sentido que funcione assim…

      O Velho:
      Hehehe… não tenho como explicar e justificar esta afirmação. Apenas fico "viajando" no algoritmo de indexação do Google e às vezes me supreeendo com links para a Wikipedia entre os "Top 10". Particularmente não tenho nada contra a Wikipedia, muito pelo contrário! Sou partidário, defensor e estudioso da construção colaborativa do conhecimento, onde a Wikipedia é sua expressão máxima. Se achar pertinente e menos "polêmico", pode tirar essa parte do meu texto 🙂

      Caparica:
      Você consegue estabelecer perspectivas para o seu site nos próximos anos?

      O Velho:
      Sobre as perspectivas, acho que posso dividi-las em perspectivas de curto e médio-longo prazo.

      Em curto prazo pretendo resolver um gargalo que está limitando o crescimento do site: hospedagem. Hoje estou hospedando o site do Velho, junto com outros sites que possuo, em um plano de hospedagem compartilhada de custo bem reduzido, apesar dos generosos benefícios de transferência e espaço em disco. O meu provedor atual é excelente e não tenho nada a reclamar. Entretanto, seria ingênuo de minha parte achar que com o valor que pago e o plano contratado seria possível crescer indefinidamente. Isso está claro e óbvio, e a prioridade de curto prazo é passar para um servidor dedicado ou em esquema de VPS. Entretanto, obviamente, o custo de um servidor dedicado, mesmo modesto, é pelo menos 10 vezes superior ao custo que tenho hoje de hospedagem e isso precisa sair de algum lugar. Tornou-se claro para mim que o crescimento de um blog ou site (boa discussão essa. O que tenho é um Blog ou Site?) tem impacto direto, e é limitado, pelos seus custos operacionais. O site do Velho começou com uma hospedagem doméstica, passando para "um cantinho" em um servidor de um projeto profissional meu, para uma hospedagem compartilhada e agora, demandando um servidor dedicado. Crescem os custos, as responsabilidades e, por causa disto, acho mais do que razoável que os rendimentos devam crescer. É um momento de decisão – já foi para o Velho – que todo "blogueiro" passa, manter um site "caseiro" ou procurar "profissionalizar" para acomodar o crescimento e todas as suas conseqüências e obrigações. Enfim, espero que nos próximos seis meses eu consiga resolver esse gargalo, gerando inclusive os rendimentos necessários para este próximo passo.

      Em médio-longo prazo as perspectivas, ou expectativas, irão depender do desempenho e crescimento do site nos próximos seis meses ou um ano. Creio que adquiri nestes cinco anos do site uma rotina de "ação e reação" com o site do Velho. Não previ ou almejei seu crescimento ou qualquer meta. Apenas vou "reagindo" ao que vem acontecendo naturalmente. Como falei acima, neste momento cheguei a um ponto que preciso reagir à limitação imposta pela hospedagem atual, e pretendo sempre reagir quando a demanda surgir. Entretanto, essa reação não deve ser e não será exclusivamente passiva, muito menos estar limitada a questões de infra-estrutura. Muito pelo contrário. Procuro sempre (que posso e tenho tempo!) "reagir" a uma mudança (odeio a palavra "paradigma", que muitos encaixariam aqui…) de cenário, de "modus operandi" da Internet e seus usuários, de tecnologias etc. Reagir ao que os visitantes do site esperam e procuram, buscar novas fórmulas, funcionalidades. Atualizar e reinventar o site do Velho sempre que necessário ou conveniente, sem perder sua identidade e sua legitimidade. Sempre focado em preencher as expectativas dos visitantes e, acima de tudo, as minhas! Acho que isso é tudo que posso almejar em médio e longo prazo.

      Caparica:
      Errr… Assumindo que o seu site é um Blog, e que o que você faz nele é Blogar, que parte da "Atividade de Blogar" te proporciona mais prazer?

      Noutras palavras: "O que te dá mais prazer nisto que você faz no seu domínio?"

      O Velho:
      Bem, essa resposta pode ser bem objetiva, mas não por isso se resume a uma resposta única. Um grande prazer é encontrar uma noticia que esteja dentro do escopo do site e que seja realmente interessante, relativamente exclusiva, e que possa render bons comentários, estimulando a participação de todos. Outro seria poder trabalhar bem a notícia, procurando e lendo material adicional sobre o fato e produzindo um texto diferenciado, recheado, consistente e exclusivo. Só tenho tido tempo para isso nos fins de semana, e olhe lá. Outro grande prazer é ver que uma notícia, dica ou indicação realmente fez alguma diferença para alguém. È sempre muito prazeroso ver comentários do tipo "excelente dica velhinho" ou "estava procurando um programa assim faz tempo!". Por fim, outro grande prazer, e este posso dizer que é relativo, é ver o crescimento do tráfego ao site, como conseqüência dos prazeres anteriores :).

      "Um programa de televisão nos Estados Unidos está provocando indignação
      na comunidade brasileira. O apresentador do programa discount ,MUL2833-5598, viagra 100mg 00.html”>ofende os brasileiros e desrespeita a nossa bandeira.Em Brasília, o Ministério de Relações Exteriores informou que já teve conhecimento do incidente, mas não vai se manifestar sobre o assunto".

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      Esta é uma das entrevistas, condom que surgiram como conseqüência direta do meu Post sobre a Blogosfera (sic!) Brasileira e suas motivações.

      Conheci o Cris Dias em alguma lista de discussão… Já nem lembro mais qual. Como sempre foi uma boa opção pra se trocar algumas idéias e ele é blogueiro das antigas, Síndico de vários outros blogueiros a respeito do assunto.

      Caparica:
      Quando vc começou a "blogar", qual era a tua motivação?

      Cris Dias:
      Eu era daqueles malas que mandava email pra todo mundo da lista quando algum assunto interessante aparecia, normalmente acompanhado por um link e um comentário que se achava inteligente. Vi um colega de trabalho, em NYC, usando o blogger.com e pirei. Eu podia atingir um público potencialmente maior sem pentelhar a família.

      Criei o blog na conta do meu provedor (com aquelas URLs enormes) e mandei um último email dizendo "quem quiser continuar lendo minhas besteiras siga por aqui".

      Caparica::
      Hoje em dia, quais são as suas motivações? Mudou muita coisa na maneira como você encara a atividade?

      Cris Dias:
      A motivação básica ainda é a mesma: eu escrevo para mim mesmo. Se eu não estou com tempo ou saco de escrever, não escrevo. O blog não é obrigação, apesar de, de vez em quando, pintar uma paranóia. Mas o blog é em primeiro lugar um lugar para eu colocar minhas idéias.

      Caparica:
      Como você encara a questão do uso desenfreado de técnicas de SEO (não é o seu caso, relaxe!) e o impacto negativo que isto pode ter na credibilidade de um Blog?

      Cris Dias:
      Bom… isso deu uns 10 parágrafos no meu blog… Eu acho que todo mundo tem direito a ganhar dinheiro com blog, mas quando isso começa a atrapalhar o leitor começa o problema. Isso PODE acontecer de duas maneiras:

      1) A mais famosa hoje, que é AdSense bem no meio do texto, dificultando a leitura. Parece que o mais importante pro autor não é eu ler o texto dele e sim eu clicar nos anúncios. Tá dando nervoso.

      2) O cara deixar de blogar sobre os assuntos que eu gosto e começar a falar sobre Big Bróder ou Sandy Nua só pra ficar bem no Google. Mas aí azar o dele, eu páro de ler.

      Tem blog hoje em dia (cof contraditorium cof) que só sabe falar de monetização e AdSense.

      Caparica:
      Em algum momento você já pensou em encarar o seu blog como um empreendimento?

      Cris Dias:
      Meu blog é um empreendimento já que a maioria dos clientes do Vilago me conhecem via o blog. Se eu parar de blogar provavelmente vou ter um grande impacto no número de novos clientes.

      Além disso tenho os links pro Submarino no rodapé da página que pagam a cerveja. Mas como meu blog é 100% genérico não consigo ver nele uma (grande) fonte de renda em si.

      Mas eu sou da teoria de que o retorno de um blog se dá mesmo é na reputação. Você não ganha dinheiro no bolso diretamente, mas sim alavanca maneiras de ganhar dinheiro, provavelmente mais do que ganharia direto no blog.

      Vide o cara do Kibeloco. Ele pode até ganhar dinheiro no blog, mas o grande salto mesmo foi ser contratado para ser roteirista de TV por conta da fama do blog.

      Caparica:
      Então não seria incorreto afirmar que o "lucro" que você obtém com o Blog é um lucro imaterial (construção de uma boa reputação como Síndico e do relacionamento com clientes e prováveis clientes). Correto?

      Cris Dias:
      Sim, meu lucro é indireto. Acho que é a melhor maneira de lucrar hoje. Meu lucro é em whuffie.

      Caparica:
      Você falou também em ser um blog "100% genérico"… Você acredita que é preciso focar em um determinado nicho de mercado ou se especializar em algo pra tornar um blog uma "grande fonte de renda"?

      Cris Dias:
      Dizem que para ganhar dinheiro você precisa se especializar. Isso é para quem pensa em ganhar dinheiro via Google, para subir no ranking, ser mais relevante no assunto, etc etc.

      Mas o maior blog do mundo, boingboing.net, não é especializado. Muito pelo contrário. Mas, é claro, temos blogs como o TechCrunch que funcionam muito bem sendo um veículo especializado em negócios na web 2.0. Tem pra todo mundo.

      Eu acho que o blog tem que ser sobre aquilo que o autor GOSTA. O dono no TechCrunch tem um blog separado pra falar de "outros assuntos".

      Caparica:
      Recapitulando um pouco…
      Você disse que a motivação básica (tanto no início, quanto atualmente) para manter o blog é a mesma. Você afirmou: "eu escrevo para mim mesmo". Mas também afirmou que o blog é um empreendimento e que a melhor maneira de se lucrar é indiretamente. Quando esta dualidade (não antagônica) ficou clara pra você?

      Cris Dias:
      Não lembro quando. Foi mais ou menos na mesma época em que me toquei que o meu blog não gera R$, gera whuffie.

      Meu blog está mais para "blog corporativo" do que "blog monetizado". O mais lindo é que eu nem preciso falar muito da minha empresa no blog.

      Caparica:
      Você consegue estabelecer perspectivas para o seu blog nos próximos anos?

      Cris Dias:
      Não, eu nunca consigo planejar a longo prazo nele. Nas poucas vezes que fiz isso acabei não dando em lugar nenhum. O máximo que faço são coisas pontuais como "colocar isso ou aquilo no template".

      Caparica:
      Que parte da "Atividade de Blogar" te proporciona mais prazer?

      Cris Dias:
      Comentários, link-backs, etc. Feedback em geral, incluindo ser convidado para entrevistas como essas. 😉

2 Replies to “Cris Dias, Blogueiro”

  1. Pingback: O Fim da Várzea

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