Usabilidade Nas Mãos
23 de April de 2010Lista de livros sobre usabilidade para dispositívos móveis.
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Lista de livros sobre usabilidade para dispositívos móveis.
Via Boing Boing.
‘Curto e grosso’: Só mais um filme que não chega nem perto daquilo que o jogo me proporcionou em termos de entretenimento.
Provavelmente intrincado demais para uma adaptação cinematográfica, o roteiro original do game viciava muito mais. Ao final do filme – de apenas 100 minutos – tive a nítida impressão de que algo importante ficou faltando. Talvez o clima noir mais carregado e as narrações em off mais frequêntes como no jogo… Não sei.
Sei que esta ‘falta’ incomodou muito enquanto voltava pra casa ruminando a experiencia cinematográfica. Provavelmente para o expectador que nunca jogou o título no PC (ou num console como o PS2), este incomodo suma.
Alguns dos vários buracos no roteiro doem mesmo nos ossos e decepcionam quem tem olhos aguçados para isto. Visualmente, o resultado não deixa a desejar… Mas não basta isto pra fazer um bom filme. E o Mark Wahlberg não me convence. Independente de qualquer outra coisa…
Mas, abstraindo o jogo e todos os outros ‘pequenos problemas’, acredito que temos um filme policial com um enredo adaptado do jogo para telona muito mais interessante que um Doom ou um Alone in the Dark (ehehehe!). Agora vamos (?) esperar melhor sorte numa continuação…
Na semana passada, em uma lista de discussão, passei a notícia de que o Box de Matrix em Blu-ray virá dentro de réplica da nave Nabucodonosor. (ver vídeo abaixo)
A conversa descambava para o perfil consumista de quem se dispõe a ter várias versões do mesmo produto, quando o Irapuan soltou uma idéia que faz bastante sentido:
Tem uma história fantástica do Lobo Solitário que me ensinou muito sobre design e agregar valor.
Pois bem.
Logo Solitário é o samurai Ogami Ittō, no século XVIII senão me engano, que foi vítima de um ardil, perdeu seu posto de executor do xogum e sua esposa, então grávida, foi assassinada. Ele tomou o filho recém-nascido e jurou vingança, tornando-se matador de aluguel.O bacana do mangá é que ele é absolutamente sério e dramático, não tem aqueles mangálóides de olhos gigantescos. Esse a gente lê sem ficar constrangido.
Exímino manejador da espada, certo dia ele é contratado para matar um fabricante de armas de fogo. Espada contra rifles? Ele aceita e graças a sua astúcia, consegue dominar o armeiro. Este pede clemência para legar a “senda das armas” aos seus discípulos, antes de morrer.
Ao fazê-lo, revela que sabe quem encomendou sua morte: Os armeiros concorrentes. Eles sabiam que ele estava progredindo na criação de um “rifle de repetição”. E os criticou, pois o único avanço que eles desenvolveram para as armas foi orná-las com desenhos ou detalhes em marfim e prata, mantendo o mecanismo sem evoluir, mas ainda assim, cobrando preços astronômicos pelas armas.
No fim, ele dá o legado ao aprendiz mais novo. Os demais aceitam resignadamente. O armeiro então surta, dizendo que o fez só para expor que os seus discípulos estavam também a soldo destes armeiros concorrentes e que qualquer um que herdasse os projetos de seu rifle, os três iriam ganhar.
Então ele saca a arma e mata a todos. E dá a arma ao Lobo Solitário, antes dele o executar.
Moral da história:
Não adianta ornar, se o conteúdo é o mesmo.
É pra se pensar bem no assunto… Até onde o ‘sentimento de posse’ influencia a Experiência do Usuário, independente de outros fatores mais racionais?
Este filme está tosco mesmo… mas ganhou prêmio e tudo mais.