Muitas séries com Time Travel…

É muito Time Travel pra acompanhar…

Acredito que cabe o registro:
Neste momento há uma considerável quantidade de seriados de TV abordando o tema “viagem no tempo” (Time Travel). Como, dentro dos temas de Ficção Científica, a viagem no tempo sempre foi algo que despertou interesse, foi impossível não perceber que há algo acontecendo…

Continue reading “Muitas séries com Time Travel…”

Man of Steel

E, finalmente, depois de um bom tempo botando as coisas em ordem depois da mudança, o filme que conseguimos parar pra ver foi Man of Steel (2013).

man-of-steel-poster

Não gostamos… A patroa achou enfadonho. Eu achei muito superficial e apressado, pra dizer o mínimo. A mudança polêmica no “cânone” do “Men of Steel escoteiro” ao final do filme incomodou um pouco… Mas, dos incômodos, foi um dos menores.

Não é que o filme seja “ruim” enquanto filme. Mas, simplesmente não agradou por aqui. Fico me perguntando o tipo de malabarismo que vão fazer pra colocar, numa mesma linha narrativa, este personagem junto com um Bruce Wayne/Batman/Ben Affleck.

The Unforgiving Minute

Em relação aos quadrinhos, tive muitas “fases“. Uma fase Batman, uma fase Superman, uma fase Animal Man, uma fase The Flash, uma fase X-Men, uma fase Cable, etc.

TheFlash_death

Em minha fase The Flash, provavelmente na segunda metade da década de 1980, me deparei com uma estória que de uma forma ou de outra, posso considerar responsável pela minha mudança de perspectiva para com o personagem. Até então, sempre considerava a “idéia” do herói Flash uma piada.

Afinal, rápido como ele era quem poderia ser páreo? Como crer que perigosos vilões como o Captain Cold, o Pied Piper , o Trickster ou o Captain Boomerang poderiam causar algum problema?!

TheFlash

Foi numa revista com a improvável estória sobre as “Origens Secretas” dos personagens (Barry Allen – o The Flash II da era de prata – e do Wally West – o The Flash III da era moderna – que eu passei a ler a coisa com um pouco mais de atenção. Na história, o foco mudava um pouco, pra algo mais “humano” e podíamos ver um Wally contando ao seu terapeuta sua origem. Temperando a coisa toda, um poema de Rudyard Kipling aparecia numa costura que arrematava a coisa muito bem.


If

IF you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don’t deal in lies,
Or being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise:

If you can dream – and not make dreams your master;
If you can think – and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build ’em up with worn-out tools:

If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breathe a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: ‘Hold on!’

If you can talk with crowds and keep your virtue,
‘ Or walk with Kings – nor lose the common touch,
if neither foes nor loving friends can hurt you,
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And – which is more – you’ll be a Man, my son!

Bons tempos… Provavelmente por ter menos de 15 anos eu devo ter me deixado levar. 😉 Mas, depois de ler aquela estória, eu era Fã de carteirinha do Flash. Em breve, uma nova série de TV deve sair com o personagem. Tomara que tenhamos um resultado melhor que a tentativa anterior…

Combo cinematográfico

E neste sábado passado, resolvemos fazer um “combo cinematográfico“. Fomos pro cinema e vimos dois filmes, parando apenas para jantar: The Wolverine (2013) e após o jantar, Pacific Rim (2013), este último em 3D e tudo mais…

theWolverine

The Wolverine é um bom filme pra quem lembra do quão ruim foi o filme anterior. Mas, pra quem se prende muito aos cânones da cronologia dos quadrinhos, a coisa pode azedar um pouco. Principalmente em se tratando do familiares da Mariko Yashida e própria origem do Samurai de Prata.

A aparição de Jean Grey como uma assombração/encosto nos sonhos do baixinho canadense eu considerei um pouco desnecessária. E a construção da relação do Logan com a Marikopelo menos pra mim que acompanhei a coisa pelos quadrinhos há algumas décadas – pareceu meio “corrido” demais. Mesmo assim, leva umas quatro cebolas em cinco, com facilidade. A cena pós créditos é muito, muito boa. Não saiam da sala de projeção sem ver isto, pois até ajuda a subir a “nota” do filme.


pacificRim

Pacific Rim, por sua vez, foi uma das coisas mais irritantes que já vi em uma sala de cinema. Até o momento em que parei de levar a coisa na seriedade e encarei como uma piada ruim e longa.

No filme, uma série de monstros no estilo “Godzilla” (!) (chamados de Kaiju, seguindo a tradição Japonesa.) vindos de uma dimensão paralela por um portal que se abriu nas profundezas do oceano pacífico (daí vem o nome do filme, Círculo de Fogo na versão Pt_Br). Para combater esta ameaça global, a humanidade deixa de lado suas diferenças pra construir robôs gigantes (Megazords (!), que no filme são Mechas, chamados de Jaegers (!)).

Comparar os Kaijus do filme com o Godzilla é uma sacanagem com o nanico clássico monstro Japonês. Na verdade, o próprio monstro de Cloverfield é menor que os monstros deste filme. Mas isto não nos salva de uma série de clichês e piadas bastante óbvias permeando um roteiro igualmente óbvio. É um filme violento demais para ser “censura livre“. Mas, ao mesmo tempo, é um filme bobo/estúpido demais para não ser… As estratégias de batalha e até mesmo as técnicas de luta dos Mechas fariam o Dr. Gori dar gargalhadas homéricas. É divertido, mas apenas se não for visto com “seriedade”. Vale umas duas cebolas e um quarto, em cinco.


Entre os dois filmes, The Wolverine vale muito mais o preço pago pelo ingresso que Pacific Rim, que eu poderia ter visto no Cine Torrent, sem culpa.