Pouco tempo…

Ok, este é um daqueles posts onde você só vai ler um blogueiro sem tempo listando várias coisas que aconteceram recentemente e que ele alega terem o impedido de colocar algo novo e interessante no ar.

Agora acho que entendo o motivo de estar tão cansado e sonolento…

Marcio é Shima

Marcio Shima

O Shima, como é mais conhecido, é uma dessas pessoas com uma grande dose de uma inquietude quieta… com define o Tony de Marco:

Uma expressão de serena inquietude, silenciosa ebulição, que confunde sismógrafos e críticos.

Deixo o texto retirado da Galeria Deco falar por si só.

Crítica aos rituais do cotidiano move performances de Marcio Shimabukuro Artista se apresenta pela primeira vez em uma galeria de arte

O artista plástico nikkei Marcio Shimabukuro (aka Shima) realiza sua primeira individual no próximo dia 03 de junho, a partir das 19h, na Galeria Deco, em São Paulo. Composta de 10 performances, algumas inéditas, 10 desenhos e 1 instalação, Shimabukuro revela sua crítica aos pequenos procedimentos do cotidiano contemporâneo, além de investigar os rituais xintoístas japoneses.

Durante apenas seis dias, o artista traz suas ‘ilhas’ – como denomina suas performances – e o seu mundo ao redor delas, os ‘habitats’. Na abertura, apresenta ‘Guarda-Roupa’ e ‘Labor Adicto I‘, onde argumenta sobre as convenções sociais através da dupla kimono – terno e, na sequência. um homem que venera seu passado representado em um auto retrato, acendendo incensos e riscando o chão com giz, numa clara referência aos rituais xinoístas japoneses.

No segundo dia, será apresentado ‘Labor Adicto II‘, onde o esteta dá sequência a série, mas agora através de imagens fotocopiadas, sendo interagidas com etiquetas, fitas adesivas, desenhos, representando a multiplicidade do eu nos dias atuais. Esta performance já foi apresentada anteriormente em Buenos Aires (Argentina), Frankfurt (Alemanha), Curitiba (Paraná) e em Goiânia (Goiás).

Na quinta-feira, acontece ‘Labor Adicto III’, performance inédita, onde Shima interage com seu passado através de um desenho de seu auto-retrato, realizado no momento da performance, numa referência à auto-memória preenchendo plenamente o espaço expositivo com fumaça de incenso.

Na sexta-feira, ele realiza a inédita ‘Colapso’, onde fica sentado, vendado e amarrado a uma cadeira por sete horas seguidas, exemplificando a falta de mobilidade do homem na atualidade.

No final de semana, serão apresentadas: sábado – ‘Zona de Conforto’, ‘Adaptação’ e ‘Limite’ e no domingo, ‘Eu Não Sou Yoko Ono’ e ‘Guarda-Roupa Reverso’. Como se numa sequênica evolutiva, o artista desenvolve sua história pessoal no espaço expositivo, sempre deixando rastros de sua ações durante a semana, fazendo com que a galeria seja um dos personagens de suas transformações radicais.

Graduado em Desenho Industrial pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo,em 2001, Shima, que completa 30 anos em 2008, realizou residência no European Ceramic Workcentre em Hertogenbosch, em Den Bosch, na Holanda, em 2007, durante três meses, onde participou de três coletivas, duas delas com outras três artistas plásticos brasileiros no Stedelijk Museum.

A Galeria Deco funciona de segunda a domingo, das 10 às 18h

Para quem estiver (ou for) a Sampa:

1º Piso – ‘Ilhas & Outros Habitats’, individual de Marcio Shimabukuro.
Quando: 04 a 08.06.08 – Quarta, quinta e sexta, das 10 às 20h Sábado e domingo, das 10 às 18h.
Galeria Deco: Rua dos franceses, 153 – Bela Vista-SP – Fone: (11) 3289.7067 | 3251.3564.

O design ou a galinha?

Dia destes, me vi fuçando no Google e percebi que mesmo o Raio X não estando no ar já há alguns anos, este texto que segue logo abaixo estava circulando e sendo utilizado por várias pessoas, inclusive em cursos de graduação em Design. Achei legal publicar novamente por aqui.

É um texto do professor Silvio Romero Barreto Campelo, lá do Departamento de Design da UFPE escrito ainda nos idos de 2002 (ou 2003, não lembro), quando ele estava fazendo doutorado na inglaterra.

por Silvio Barreto Campello

Estava eu aqui por essas bandas do Hemisfério Norte, quando chegou e-mail do Caparica, pedindo algumas linhas pro raio-x. Perguntei o que seria interessante e ele sugeriu um tema: Design é Arte? Ui! Filosofia a essa hora da noite… pensei. Mas não me intimidei. Enchi a banheira com espuma, peguei meu caderno de 200 fls pautadas, minha lapiseira Papermate e comecei a escrever mergulhado em água quente até o pescoço.

Design é Arte? Não sei se foi a água quente, mas lembrei do Cláudio Almeida: Afinal, o que é design? Reza a lenda que por mais que perguntasse – nos bares, nos n-designs ou na faculdade – Cláudio nunca conseguiu uma resposta satisfatória. Também pudera, esse enigma Design é Arte? Design é Técnica? Design é Ciência? persegue os estudantes de design desde priscas eras (desculpaí, Machado de Assis). Digo estudantes, não porque os profissionais sejam capazes de definir a atividade com palavras certeiras, mas porque estes sabem com certeza que design é aquilo que eles fazem.

Antes de seguir adiante, gostaria de esclarecer desde já que considero qualquer tentativa de encaixar a atividade de Design em uma definição objetiva, mero exercício intelectual bizantino. Na minha mais rotunda opinião, design é aquilo o que designers querem que design seja. Sei que isso parece o dilema do ovo e da galinha, mas que fazer? Mais do que incitar minha curiosidade pela questão do que venha a ser Design, a pergunta Design é Arte? me faz refletir sobre a profunda falta de identidade presente na comunidade de designers. Somente quem não sabe quem é seria capaz de se fazer essa mesma pergunta durante pelo menos 20 anos – período de tempo em que sou testemunha ocular da questão tomando as mais diversas formas. Acho que este tipo de dúvida não existe entre os engenheiros, médicos ou advogados. Profissões menos tradicionais como a dos radialistas também não a formulam. Por que a dúvida sobre a natureza da profissão de Design parece persistir tão longamente?

Acredito que a resposta em parte se encontra na forma como a profissão surgiu e se estabeleceu aqui no Brasil. Afora a Esdi, que foi fruto de uma ação deliberada e planejada, os cursos de design se proliferaram na esteira da reforma universitária levada a cabo pelo não tão saudoso Jarbas Passarinho. Durante a década de setenta o governo militar estabeleceu como meta a ampliação maciça de vagas nas universidades e implementou uma reforma com a costumeira sutileza militar. De uma hora para outra, zilhões de novos cursos foram criados e novas vagas oferecidas. Entre estes estavam os de Desenho Industrial e Programação Visual. Como conseqüência, novos profissionais de ninguém sabia exatamente o que começaram a chegar no mercado. Mal ou bem, esses profissionais com o tempo estabeleceram sua prática e passaram a ser reconhecidos pelo seu trabalho. Em certo sentido a profissão somente se firmou definitivamente com o advento do computador, quando graças aos softwares gráficos foi catapultada à condição de representante da vanguarda tecnológica. Em resumo, apesar de mais de 30 anos formalmente estabelecida no país, a profissão somente recentemente se estabeleceu.

Por outro lado, a gênese da profissão não é explicação suficiente. Se em parte explica as razões dessa busca constante por identidade, deixa de explicar por que ela ainda não foi superada. Acho que a natureza da atividade também é em parte responsável por isso. A prática do design é antes de tudo uma atividade de mediação. Uma mediação em diversos níveis: entre um abstrato e o concreto; uma idéia e a forma; entre o produtor e quem consome; entre produtor e produto. Essa natureza mediadora é acima de tudo um processo extremamente versátil, a ponto de haver quem diga que “design é tudo”. Definições clássicas de design como uma atividade planejadora, projetual e configurativa apenas embolam ainda mais o meio de campo, uma vez que muitas outras atividades também nelas se encaixam. Daí o porque da pergunta Design é Arte? Não deixa de ser, mas na verdade não é. Se fosse Arte, não seria Design. Mas afinal, como já dizia o Almeida, o que é Design?

No fundo o que falta aos profissionais do design é apenas coragem. Coragem de dizer design é isso ou aquilo. E pronto. O truque está em não apenas dizer, mas agir como se fosse, acreditar que é. E se ainda sobrar um pouco de coragem, ser afoito a ponto de dizer o que mais se quer que seja. Em outras palavras, daqui a dez anos, o que é que nós queremos que o design seja?

Metodologia e Pesquisa Científica

 

Este é um texto mais ou menos arrumado que eu tenho aqui guardado já a muito tempo… Mesmo sem considerá-lo 100%, vai pro ar.

Depois de já passado algum tempo, acredito que já consiga falar do assunto sem soltar piadinhas.

Começando do começo – pra falar de Metodologia e de Pequisa científica – primeiro temos de entender o que é esta tal Ciência

Ciência, diz respeito a um processo investigativo, focado na descoberta da verdade. Ou a uma ‘massa’ de conhecimento reunida por esta investigação.

Mas o que é "Conhecimento" mesmo?

O Conhecimento, lá na Wikipedia, é o "conjunto das descrições, conceitos, teorias, hipóteses, princípios e procedimentos que são ou úteis ou verdadeiros". Apesar de deixarem claro que o conceito de conhecimento não se limita apenas a este conjunto, me é um pouco incomodo perceber que não levam em consideração – pelo menos isto não está sendo declarado – a idéia de que a utilidade e a veracidade das coisas são relativas.

Enfim, vamos em frente…

A Ciência seria o conjunto de conhecimentos que incluem verdades gerais obtidas e testadas através de um método científico. O método científico, por sua vez, é um conjunto de regras básicas para se conduzir um experimento ou uma experiência, com o objetivo de produzir conhecimento, bem como evoluir ou corrigir conhecimentos previamente estabelecidos. Fundamenta-se em reunir evidências baseadas na lógica e na razão.

São características do método científico, entre outras coisas: A proposição de hipóteses para esclarecer fenômenos; O uso de experimentos que busquem confirmar estas hipóteses; A formulação de teorias; a necessidade de objetividade no processo; A busca por imparcialidade por parte do pesquisador.

No método científico, se espera que exista documentação de todo o procedimento metodológico – e não apenas dos dados ou resultados obtidos – para que a confiabilidade dos resultados possa ser garantida e que os experimentos possam ser reproduzidos por outros pesquisadores.

Toda hipótese deve permitir ser refutada. Mesmo que exista consenso sobre uma hipótese ou teoria, é necessário manter a possibilidade de que esta possa ser negada. É a falseabilidade, – uma das características mais importantes do método científico – que está ligada a idéia de uma teoria nunca é definitiva.

É possível listar três estados de validade para uma afirmação dentro do conhecimento científico. A cada uma delas, podemos perceber uma evolução na que lhe precede:

Hipotótese
Uma suposição admissível, uma teoria provável mas ainda não demonstrada. Explicações hipotéticas fundamentadas nas observações e nas medidas.
Tese
Quando uma hipótese passa a ser suportada por fatos, porem sem ser ainda confirmada ou testada por pesquisas independentes.
Teoria
A organização de idéias e conceitos que explicam um conjunto de fenômenos (ou leis) que podem ser testado por meio de experiências reprodutíveis.

Acredito que este meu texto – que na verdade não passa de uma (re)organização de idéias – pode ser bastante útil pra quem está entrando no universo da pesquisa científica. E talvez até caiba bem neste momento um glossário rápido com alguns outros termos que são relacionados com todo este assunto.

Verdade
"É a realidade, como ela é." Mas há quem afirme que uma mentira repetida por muitas vezes passe a virar uma verdade. [:P]
Modelo
É a descrição de algo, uma abstração, especificamente algo que possa ser usado para elaborar hipóteses que possam ser verificadas por experimentos ou observações. Ex: Modelo Atomico de Bohr.
Lei
No sentido cientifico, seria uma regra que descreve um fenômeno que ocorre com uma certa regularidade. Seria o enunciado de uma verdade científica, assim compreendida no âmbito de um paradigma científico. Ex: Primeira Lei de Newton.
Paradigma
A representação de um padrão de modelos a serem seguidos. Um conhecimento que origina o estudo de um campo científico. Uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
 

Quem puder acrescentar algo, pode mandar ver no espaço para comentários.

Outras fontes?

War in Rio, o Jogo.

 

War in Rio, a marca.

 

“O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão.

Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.

Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?

War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.”

 

War in Rio, o tabuleiro.

 

Um projeto simplesmente genial do Fábio Lopes, que também mantém um blog onde fala muito bem sobre Design, tipografia e filatelia.

Ps.:
Dica preciosa do Khris.