M. Sc.

“M. Sc.” Após uma longa espera, um objetivo finalmente foi concretizado…

Aos dezesseis dias do mês de dezembro de dois mil e onze, na sala nº 05, do Departamento de Design, no Centro de Artes e Comunicação - CAC, sob a presidência do Prof.º Hans da Nobrega Waechter, reuniu-se a Comissão Examinadora, aprovada na Reunião Ordinária do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Federal de Pernambuco, realizada em 16 de novembro de 2011 e homologada pela Pró-Reitoria para Assustos de Pesquisa e Pós-Graduação da UFPE (Processo XXXXX.XXXXXX/XXXX-XX), composta pelos professores TITULARES: Pertencentes ao Programa: Profº Hans da Nobrega Waechter (Doutor, Universidade Autônoma de Barcelona, UAB, Espanha) - Departamento de Design da UFPE; Profº Walter Franklin Marques Correia (Doutor, Universidade Federal de Pernambuco) - Departamento de Design da UFPE; Externo ao Programa: Profº José Luis Simões (Doutor, Universidade Metodista de Piracicaba) - Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Universidade Federal de Pernambuco. Atuaram nesta sessão como examinadores os professores Hans da Nóbrega Waechter, Walter Franklin Marques Correia e José Luis Simões. Às 14:00 horas, o Professor Hans da Nóbrega Waechter, orientador do aluno, abriu a sessão de defesa de dissertação do mestrando FÁBIO CAPARICA DE LUNA, sob o título: "Design da Informação e de Interfaces: Atendendo necessidades de percepção na interação Tutor-Aprendiz em plataformas de gestão de aprendizagem". Após exposição do candidato e argüição pelos membros da Banca, por decisão da Comissão Examinadora, o aluno foi aprovado. Nada mais havendo a tratar foi encerrada a sessão da qual eu, Sara Nunes do Amaral, Secretária do Programa de Pós-Graduação em Design da UFPE, lavrei a presente ata que vai por mim assinada, pelo aluno e pelos membros da Banca.
Recife, 16 de dezembro de 2011.

Que venham os próximos desafios! 😉


22/08/2013 – Update:

O documento depositado na Biblioteca da UFPE pode ser acessado aqui:

Design da Informação e de Interfaces: Atendendo necessidades de percepção na interação Tutor-Aprendiz em plataformas de gestão de aprendizagem

1ª Mostra de Design de Interação – Recife

O UXrecife promoverá no próximo dia 26 de junho (19h) a I Mostra de Design de Interação, a ser realizada na Faculdade Marista. Nesse evento, haverá a apresentação dos resultados de trabalhos que envolveram aproximadamente quatro meses de pesquisa com alunos de pós-graduação do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco.

Os trabalhos incluem abordagens qualitativas que visam atender às necessidades dos usuários e um melhor entendimento sobre o domínio da aplicação, coleta de dados, adoção de estratégias de criatividade, apresentação e validação de protótipos que melhor aproximam a criatividade e o usuário. Com idéias simples e inovadoras, que agregam valor aos novos produtos, foram propostos dois novos produtos: um jogo para a melhor idade, e uma solução que melhora o feedback do aprendizado com a utilização de simuladores (jogos de empresas).

Haverá ainda uma palestra de título Estratégia, Inovação e Experiência de Usuário, a ser ministrada pelo Prof. Alex Sandro Gomes (CIn-UFPE), sobre as estratégias mercadológicas que interferem na inovação e experiência do usuário, bem como do valor agregado aos projetos que envolvem e incorporam usabilidade na cultura organizacional das empresas.

Serviço:

26 de junho (quinta-feira), 19-21h.
Auditório da Faculdade Marista.
Evento gratuito e aberto ao público.

Realização:
UXrecife.

Apoio:
CIn-UFPE, Faculdade Marista e IGDA Recife.

Sobre o Palestrante:
Alex Sandro Gomes é Engenheiro Eletrônico (UFPE, 1992), Mestre em Psicologia Cognitiva (UFPE, 1995), concluiu o doutorado em Ciências da Educação pela Université de Paris V (René Descartes) em 1999. Atualmente é Professor Adjunto 2 no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, e membro da Academia Pernambucana de Ciências. Atua na área de Interação Homem Computador, com ênfase na concepção de ambientes colaborativos de aprendizagem.

Como chegar à Faculdade Marista:
Indo pela Avenida 17 de Agosto no sentido Casa Forte/BR 101, após o açude de Apipucos, vira-se após o segundo sinal a direita. Fica um pouco antes da Fundação Gilberto Freire.

O Capítulo Recife da IGDA

Após passar o ano de 2007 meio dormente, o Capítulo Recife da IGDA volta à ativa para promover conexões e visibilidade para quem está trabalhando, estudando ou interessados em desenvolvimento de jogo em Recife.

O passo inicial da reativação foi entrada no ar da página e blog oficial que aconteceu hoje, 06 de Julho de 2008. A página, por enquanto, só redireciona para o blog mas em breve ela será a base de representação internacional do Capítulo.

Para garantir o movimento e interesse da comunidade, além do blog onde serão postadas varias notícias e material pertinente ao tema, a organização do capitulo prevê para um futuro próximo a criação de um fórum aberto para discussões e realização de eventos, palestras e cursos na área.

Sobre a IGDA

A International Game Developers Association (IGDA) é uma associação profissional sem fins lucrativos dedicada a aprimorar as carreiras e melhorar as vidas dos desenvolvedores de jogos promovendo o contato entre os mesmos, o desenvolvimento profissional, e advogando situações que afetem a comunidade desenvolvedora. Para mais informações, visite o site www.igda.org.

Sobre a IGDA Recife

A IGDA fomenta também as comunidades locais de desenvolvedores de jogos para “pensarmos global e agir local”. O Capítulo Recife da IGDA tem trabalhando no estabelecimento conexões entre: indústria de jogos, academia e sociedade; conseqüentemente promovendo visibilidade e valorização da comunidade de desenvolvedores de jogos. Para maiores informações acesse o site ou mande um email para Artur Mittelbach.

O design ou a galinha?

Dia destes, me vi fuçando no Google e percebi que mesmo o Raio X não estando no ar já há alguns anos, este texto que segue logo abaixo estava circulando e sendo utilizado por várias pessoas, inclusive em cursos de graduação em Design. Achei legal publicar novamente por aqui.

É um texto do professor Silvio Romero Barreto Campelo, lá do Departamento de Design da UFPE escrito ainda nos idos de 2002 (ou 2003, não lembro), quando ele estava fazendo doutorado na inglaterra.

por Silvio Barreto Campello

Estava eu aqui por essas bandas do Hemisfério Norte, quando chegou e-mail do Caparica, pedindo algumas linhas pro raio-x. Perguntei o que seria interessante e ele sugeriu um tema: Design é Arte? Ui! Filosofia a essa hora da noite… pensei. Mas não me intimidei. Enchi a banheira com espuma, peguei meu caderno de 200 fls pautadas, minha lapiseira Papermate e comecei a escrever mergulhado em água quente até o pescoço.

Design é Arte? Não sei se foi a água quente, mas lembrei do Cláudio Almeida: Afinal, o que é design? Reza a lenda que por mais que perguntasse – nos bares, nos n-designs ou na faculdade – Cláudio nunca conseguiu uma resposta satisfatória. Também pudera, esse enigma Design é Arte? Design é Técnica? Design é Ciência? persegue os estudantes de design desde priscas eras (desculpaí, Machado de Assis). Digo estudantes, não porque os profissionais sejam capazes de definir a atividade com palavras certeiras, mas porque estes sabem com certeza que design é aquilo que eles fazem.

Antes de seguir adiante, gostaria de esclarecer desde já que considero qualquer tentativa de encaixar a atividade de Design em uma definição objetiva, mero exercício intelectual bizantino. Na minha mais rotunda opinião, design é aquilo o que designers querem que design seja. Sei que isso parece o dilema do ovo e da galinha, mas que fazer? Mais do que incitar minha curiosidade pela questão do que venha a ser Design, a pergunta Design é Arte? me faz refletir sobre a profunda falta de identidade presente na comunidade de designers. Somente quem não sabe quem é seria capaz de se fazer essa mesma pergunta durante pelo menos 20 anos – período de tempo em que sou testemunha ocular da questão tomando as mais diversas formas. Acho que este tipo de dúvida não existe entre os engenheiros, médicos ou advogados. Profissões menos tradicionais como a dos radialistas também não a formulam. Por que a dúvida sobre a natureza da profissão de Design parece persistir tão longamente?

Acredito que a resposta em parte se encontra na forma como a profissão surgiu e se estabeleceu aqui no Brasil. Afora a Esdi, que foi fruto de uma ação deliberada e planejada, os cursos de design se proliferaram na esteira da reforma universitária levada a cabo pelo não tão saudoso Jarbas Passarinho. Durante a década de setenta o governo militar estabeleceu como meta a ampliação maciça de vagas nas universidades e implementou uma reforma com a costumeira sutileza militar. De uma hora para outra, zilhões de novos cursos foram criados e novas vagas oferecidas. Entre estes estavam os de Desenho Industrial e Programação Visual. Como conseqüência, novos profissionais de ninguém sabia exatamente o que começaram a chegar no mercado. Mal ou bem, esses profissionais com o tempo estabeleceram sua prática e passaram a ser reconhecidos pelo seu trabalho. Em certo sentido a profissão somente se firmou definitivamente com o advento do computador, quando graças aos softwares gráficos foi catapultada à condição de representante da vanguarda tecnológica. Em resumo, apesar de mais de 30 anos formalmente estabelecida no país, a profissão somente recentemente se estabeleceu.

Por outro lado, a gênese da profissão não é explicação suficiente. Se em parte explica as razões dessa busca constante por identidade, deixa de explicar por que ela ainda não foi superada. Acho que a natureza da atividade também é em parte responsável por isso. A prática do design é antes de tudo uma atividade de mediação. Uma mediação em diversos níveis: entre um abstrato e o concreto; uma idéia e a forma; entre o produtor e quem consome; entre produtor e produto. Essa natureza mediadora é acima de tudo um processo extremamente versátil, a ponto de haver quem diga que “design é tudo”. Definições clássicas de design como uma atividade planejadora, projetual e configurativa apenas embolam ainda mais o meio de campo, uma vez que muitas outras atividades também nelas se encaixam. Daí o porque da pergunta Design é Arte? Não deixa de ser, mas na verdade não é. Se fosse Arte, não seria Design. Mas afinal, como já dizia o Almeida, o que é Design?

No fundo o que falta aos profissionais do design é apenas coragem. Coragem de dizer design é isso ou aquilo. E pronto. O truque está em não apenas dizer, mas agir como se fosse, acreditar que é. E se ainda sobrar um pouco de coragem, ser afoito a ponto de dizer o que mais se quer que seja. Em outras palavras, daqui a dez anos, o que é que nós queremos que o design seja?