O mercado de Motos no Brasil

Em se tratando de motos novas, segundo a Fenabrave, a Honda fica com 78% de tudo o que se comercializa no país. Em segundo lugar (não… não é o #Aércio), fica a Yamaha com apenas 13%.

Isto é péssimo pro consumidor… E a questão não se restringe apenas aos preços que ficam bem acima do que poderiam ser caso houvesse um mercado com uma distribuição mais homogênea nesta questão.

As outras marcas do top 5 são:

  • Em terceiro lugar: Shineray com 1,8%.
  • Em quarto lugar: Suzuki com 0,9%.
  • Em quinto lugar: Dafra com 0,8%.

Vale destacar que Kawasaki, Triumph, KTM, BMW e Harley-Davidson nem aparecem entre as top 5. Imaginem quantas unidades cada uma destas marcas tão expressivas consegue comercializar e o que isto pode significar em termos de acesso à mão de obra especializada e peças de reposição.

É um cenário #perturbador pra quem para pra pensar com calma avaliando a presença de concessionárias e oficinas autorizadas/especializadas.

Observando especificamente o segmento que me interessa de fato, o das motos “custom” (que na verdade deveria ser chamado de “Cruisers”, mas ok… Brasil avacalha sempre algo em algum momento…) a Harley Davidson emplaca os 4 primeiros lugares.

  1. Harley-Davison Sportster 883 que vendeu apenas 371 unidades no 1º semestre de 2017.
  2. Harley-Davidson 1200 com 347 unidades.
  3. Harley-Davidson Breakout com 334 unidades.
  4. Harley-Davidson Fat Boy com 280 unidades.

Só em quinto lugar surge um modelo da Kawasaki: Kawasaki Vulcan S com 266 unidades.

Tanto a Honda quanto a Yamaha comercializavam modelos Custom/Cruise no Brasil há até poucos anos. Mas as variações de modelos da Shadow (Honda) que ainda existem atualmente fora do país foram retiradas do nosso mercado. O mesmo (sair do catálogo no Brasil e continuar sendo comercializada lá fora) aconteceu com os modelos deste estilo que a Yamaha já teve no país: Virago, DragStar, MidnightStar…

A conclusão é algo mais ou menos assim:

Se vc tem interesse em possuir uma moto Custom/Cruiser no Brasil, vc vai pagar caro. Você também não vai ter muitas opções de fabricante e não é toda cidade/estado que você vai conseguir encontrar concessionárias, peças e/ou mão de obra.

Em Pernambuco, por exemplo, só há uma concessionária HD. [Fechou!]
Em Pernambuco, pra dar um outro exemplo, não há concessionária Kawasaki.

Percebem?

Kansas, 150cc

Moto Custom de 150cc

Já havia visto esta máquina da Dafra pelas ruas de Recife há algum tempo. Dia destes, resolvi parar numa concessionária rapidamente no horário de almoço pra vê-la pessoalmente e ‘com os dedos’. Queria mais informações sobre preço e condições de financiamento. E fiquei muito impressionado com o seu baixo custo… Neste domingo, o programa Auto Esporte da TV Globo mostrou uma reportagem apresentando o modelo:

Nem assisti o programa ao vivo, só depois vi a reportagem que já está no YouTube. Foi então que resolvi dar uma pesquisada rápida e informal com consumidores deste modelo, lá no Orkut… 😉

Rapidamente encontrei em uma comunidade dedicada ao modelo Custom de 150cc, uma enquete entre os usuários, buscando saber se a moto já havia apresentado algum tipo de defeito denunciava que nem tudo são flores por ali. Depois, encontrei em uma outra comunidade, uma outra enquete que, desta vez, tentava identificar qual o defeito mais freqüente já durante o amaciamento, antes da primeira revisão programada para os 1000Km.

Pois é. Finalmente apareceu uma moto custom que é esteticamente muito mais interessante que as concorrentes que circulam no mercado nacional, na mesma faixa de preço. Mas, com os probleminhas que o pessoal relata, é preocupação certa. Acredito que o Diógenes, lá do Sábado na Estrada, vai ser bastante taxativo na hora de não recomendar…

Update:
Minha expectativa foi confirmada e o Diógenes ainda falou um pouco sobre a Mirage 650.

Novo Update
Estava zapeando e percebi que a Kansas 150cc apareceu num Jabá na novela das 20h. Não fiquei impressionado, afinal isto só reforça a campanha da marca que já rola nos intervalos com o comercial que conta com a presença do Luciano Huck.